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sábado, 20 de outubro de 2007

Miguel Sousa Tavares

Nunca o admirei especialmente, mas depois de ter lido o Equador fiquei fã da sua escrita, aguardo agora em pulgas para poder perder umas noites à volta do novo "Rio das Flores" - os romances históricos cada vez me cativam mais.

domingo, 14 de outubro de 2007

Les Choses Secretes - Jean-Claude Brisseau

Trailler do Les Choses Secretes

Excertos do Les Choses Secretes

Há muito que aguardava por ver este filme de Brisseau. Tive o meu primeiro contacto com este realizador a quando da estreia de um seu outro filme, posterior, também ele legendado em português, de nome Les Anges Exterminateurs. Nesse filme o francês narra a história que o levou à prisão há alguns anos, após ter pedido às actrizes nos castings que se masturbassem em frente a uma câmara de filmar, isto durante a preparação de um polícial.

Durante esse tal policial, Brisseau descobre os mistérios da transgressão sexual através de uma das actrizes e decide realizar um outro filme sobre esta temática, assim nascia os Les Choses Secretes que contou ontem com horário nobre na RTP 2 - quanto ao policial nunca mais se soube nada.


Trailler do Les Anges Exterminateurs

sábado, 13 de outubro de 2007

De volta ao Coliseu

Cheguei há pouco do Coliseu, do concerto do Caetano Veloso. O estilo mudou e as baladas deram lugar às guitarras eléctricas, os poemas cantados em dó maior foram trocados por um rock soletrado em inglês. Mesmo assim o espectáculo foi bom, diria mesmo muito bom e no fim sempre deu para ouvir a "leãozinho" com um abraço de ternura.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Há mafiosos maravilhosos

My Way - by Frank Sinatra

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Intimidade

Intimidade foi o primeiro filme dramático de Woody Allen. Aqui temos uma complexa reflexão sobre a condição humana, sobre as relações familiares e afectivas e sobre a arte vs. talento. Na verdade, todos somos artistas, porque cada um de nós tem sentimentos que deseja libertar e expressar de alguma forma, mas só quem tem talento o consegue.

Mais que uma obra de arte, Intimidade marca o advento cinematográfico do realizador e deve ser sempre encarado como um provocante e exaustivo estudo sobre o comportamento humano. Durante todo o filme questionamo-nos sobre o que somos na nossa intimidade e principalmente sobre o que serão os que nos rodeiam na sua.


sábado, 7 de abril de 2007

Terminei ontem a leitura do Clube de Macau de Pedro Rosado, livro que completa a trilogia sobre os submundos do crime em Portugal. Esta obra tem a particularidade de ser o primeiro romance sobre o escândalo Casa Pia, que durante largos meses fez as capas de todos os jornais. Neste momento muito pouco se houve falar deste “caso” e impera a velha regra: “quem fala não sabe e quem sabe não fala”.
Gostei do estilo de escrita leve e de todos os pormenores do livro, adorei o enredo kafkiano e todos os pormenores maquiavélicos de luta pelo poder. A única crítica a apontar é a pouca publicitação do livro por parte da editora.
Quando tiver tempo, espero poder ler os dois outros livros de Pedro Rosado: Crimes Solitários (sobre as relações entre a política e o jornalismo) e Ulianov e o Diabo (sobre a máfia russa em Lisboa).

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Os confrontos entre portistas e benfiquistas, esta noite na Luz, foram uma vergonha. Até aqui tudo bem, mas de quem é a responsabilidade? Podemos continuar a reclamar com a PSP porque não consegue intervir, podemos ainda subir a parada e críticar o MAI, podemos pensar em começar a responsabilizar os clubes que financiam as claques, ou ainda temos a hipótese de sermos mais exigentes e obrigar as autoridades a começarem a fiscalizar e vigiar estas "organizações". Será que alguma das hipóteses terá resultado? Não me parece.
O futebol é um desporto saudável é certo, mas assume proporções macábras na mente dos portugueses. A única solução para resolver o problema das claques é investir mais no sector educativo - os livros são a única opção válida para resolver este problema. Mais cultura e menos futebol.

quarta-feira, 28 de março de 2007

Noites em que o sono não vem, com a cabeça a pesar, um homem sofre só por pensar que a vida é um eterno sonhar. São estas mesmas noites que me fazem procurar o livro das canções de Jacques Brel, "O grande Belga", roubado ao meu pai faz anos:
Après mon dernier repas
Je veux que l'on s'en aille
Qu'on finisse ripaille
Ailleurs que sous mon toir
Après mon dernier repas
Je veux que l'on m'installe
Assi seul comme un roi
Accueillant ses vestables
Dans ma pipe je brûlerai
Mes souvenirs d'enfance
Mes rêves inachéves
Mes restes d'espérance
Et je ne garderai
Pour habiller mon âme
Que l'idée d'un rosier
Et qu'un prénom de femme
Puis de regarerai
Le haut de ma colline
Qui danse qui se devine
Qui finit par sombrer
Et dans l'odeur des fleurs
Qui bientôt s'eteindra
Je sais que j'aurai peur
Une dernière fois

Hoje foi um dia de cultura, o grande dia do Teatro, tão pouco festejado por todo o país. Mas hoje não falo de teatro mas sim poesia. Melhor que descrever estas rimas é sentir a sua vibração, numa noite solitária como esta:
A nossa casa, Amor, a nossa casa!
Onde está ela, Amor, que não a vejo?
Na minha doida fantasia em brasa
Constrói-a, num instante, o meu desejo!
Onde está ela, Amor, a nossa casa,
O bem que neste mundo mais invejo?
O brando ninho aonde o nosso beijo
Será mais puro e doce que uma asa?
Sonho... que eu e tu, dois pobrezinhos,
Andamos de mãos dadas, nos caminhos
Duma terra de rosas, num jardim,
Num país de ilusão que nunca vi...
E que eu moro - tão bom! - dentro de ti
E tu, ó meu Amor, dentro de mim...
Florbela Espanca - Bibloteca ULISSEIA
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Já agora Music & Lyrics um filme que me marcou, ainda em exibição:

sábado, 24 de março de 2007

Faz hoje uma semana que fui ver o novo filme do Jean-Claude Brisseau sobre o processo judicial onde o mesmo foi condenado por assédio sexual a duas actrizes durante os castings para outro filme, entretanto já realizado e também em exibição. Durante os testes e segundo relata o filme, as mesmas seriam obrigadas a encenar cenas de masturbação, o objectivo seria o realizador captar novos elementos cinematográficos sobre o prazer sexual feminino.
Este filme de nome "Os Anjos Exterminadores", está em exibição nos cinemas King Triplex situados na Av. Frei. M. Contreiras e tem a duração de pouco mais de hora e meia. Sem sombra de dúvida polémico, mas também acutilante, coloca a nu novos elementos sobre o prazer sexual que o realizador define como "pequenas transgressões".