A maneira como o ensino privado católico se aproveita dos rankings para apregoar bem alto que tem o melhor ensino do país é uma vergonha. De facto podemos concluír que as escolas com melhores resultados no acesso ao ensino superior foram os colégios católicos, três dos primeiros cinco ligados à Opus Dei - Mas é preciso urgentemente restabelecer a verdade dos factos.
Se uma escola é pública significa que a ela tem acesso qualquer jovem cidadão que viva naquela área de residência, independentemente do rendimento dos seus pais e da possiblidade de ter problemas sociais vários, ora esta doutrina de olhar o próximo como um igual e o tentar ajudar deveria ser muito cara à Igreja Católica, mas não o é. Na verdade só têm acesso a estes colégios os filhos das famílias mais abastadas, que por mero snobismo os decidem colocar num colégio católico, pré-formatando as mentes menos esclarecidas com o ideário perigoso da Obra começada por José Maria Escrivá.
Não tenho nada contra o ensino privado, desde que o mesmo não se arrogue de valores que simplesmente não tem e de que não sirva para difundir o fanatismo religioso, através da separação das escolas por sexos por exemplo, como faz a Opus Dei e que na minha opinião deveria ser proíbido por lei. Práticas como esta são ainda resquícios do fascismo.
Tirando estes exemplos acredito que existam colégios que façam todo o sentido existir, ensinando valores democráticos e dando a possibilidade aos pais de optarem entre o público e o privado, sem que para isso tenham que colocar uma máscara de serviço religioso - o ensino privado é uma actividade empresarial como outra qualquer, só não queiram é utilizar este tipo de ensino para difundir o ideário salazarista e para alimentar uma igreja católica choruda e de contas bem recheadas. Tenham vergonha!
