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quinta-feira, 21 de junho de 2007

Políticos de Combate - Willy Brandt

Willy Brandt foi um dos maiores resistentes alemães ao nazismo, que houve na história. Teve uma juventude recheada de militância política, que o levou a ter que fugir da Alemanha para os países nórdicos, primeiro a Noruega e depois a Suécia. Durante este período, trabalhou sempre em grupos esquerdistas, sendo constantemente procurado pelos nazis.

Regressou à Alemanha após o final da guerra, tendo estado envolvido no renascimento do SPD e feito parte, como deputado, do primeiro parlamento democrático pós-guerra. Tempos mais tarde acabou por se candidatar a presidente da autarquia de Berlim, tendo conseguido primeiro uma votação de 52,6% e depois 61,9%, que acabaria por ser a maior votação de sempre do SPD. Tempos depois acabaria também por ser eleito líder federal do SPD e chanceler federal da região de Berlim.

No entanto, o momento de maior protagonismo e brilhantismo político de Brandt, foi quando em 1969 foi eleito Chanceler da Alemanhã, em coligação com o Partido Liberal. O seu mandato foi protagonizado pela Ostpolitik, que consistiu numa série de esforços para aliviar as tensões entre o Bloco de Leste e as democracias de Oeste, tudo em plena Guerra Fria. A sua política culminou na assinatura de acordos de normalização com a Polónia, URSS, RDA e Tchecoslovaquia. Estes feitos fizeram com que lhe fosse atribuído o prémio Nobel da paz em 1971.

Em 1974 haveria por se demitir devido a um escândalo sobre a descoberta de um espião alemão-oriental no seu gabinete. Em 1976 acabaria por se tornar presidente da Internacional Socialista e em 1979 deputado no Parlamento Europeu, onde permaneceu até 1983. Nunca se reformou do seu activismo político, até falecer em 1992 vítima de cancro.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Políticos de combate - Zapata

Emiliano Zapata nasceu no México em 8 de Agosto de 1879 e ficou conhecido por ser um dos líderes da revolução Mexicana de 1910 contra Profírio Dias. Ao que consta, nesta época Zapata fez uma aliança secreta com o candidato da oposição, o capitalista liberal Franciso Madera. No entanto, mateve-se sempre fiel ao activismo indígena com fortes influências anárquicas, liderando o Ejército Libertador del Sur.

Devido às derivas capitalistas do governo de Madera, Zapata voltou a reorganizar o seu exército. O governo do México passou pouco tempo depois a ser líderado por Victoriano Huerta assumido profirista, que posteriormente foi derrobado por Venustiano Carranza líder do exército constitucionalista e que foi apoiado por Zapata. Após a queda do profirista, Carranza organizou um convenção para que se escolhe-se um novo líder de governo. Emiliano Zapata, fiel aos seus ideais, recusou-se a comparecer na mesma por nenhum dos nomes apresentados ter sido eleito pelo povo.


Carranza acabou por se tornar líder do governo. Nesta altura, o exército zapatista continua activo e Emiliano continua a reivindicar uma reforma agrária no México e a defesa do povo indígena. Em 9 de Abril de 1919 é assassinado e o Exército Libertador do Sul acaba por se desintegrar. Anos depois o presidente Lázaro Cárdenas, finalmente decide fazer uma reforma agrária nacional.

O legado zapatista continua bem vivo, principalmente na América do Sul. Prova disto mesmo é a existência do Exército Zapatista de Libertação Nacional, sediado no estado de Chiapas, o mais pobre de todo o México, e que é líderado pelo segundo-comandante Marcos. Este exército é não-violento e tem levantado a sua voz na defesa dos indígenas, sendo que todos os seus comandantes são índios maias. O EZLN considera-se parte do movimento anti-globalização.
O último momento de maior visibilidade do movimento zapatista, foi em 1994 quando armados desceram das montanhas de Chiapas para gritar “Ya basta!” contra o NAFTA (acordo de livre comércio entre México, Canadá e E.U.A), que foi criado nesse mesmo dia.

Fonte principal: wikipédia