quinta-feira, 12 de abril de 2007

Já havia referido o facto de João Marcelino, director do Diário de notícias, ter dispensado o socialista Medeiros Ferreia. As últimas vítimas parece que foram Joana Amaral Dias (BE) e Ruben de Carvalho (PCP). Está de volta o Independente?

quarta-feira, 11 de abril de 2007

O dirigente nacional da Nova Democracia Jorge Ferreira, respondeu no seu blog a um comentário que eu havia feito sobre a sua crítica aos 10 dias administrativos previstos para o encerramento da UnI. Nesse mesmo post, o aveirense reafirmou a necessidade de haver um efectivo encerramento desta instituição, embora deva ser cumprido o prazo previsto no CPA.
Sinceramente acho que não existem soluções milagrosas para a UnI, principalmente porque quando falamos da mesma, falamos também em cerca de 2500 alunos, a maioria trabalhadores-estudantes, que têm aulas todos os dias das 18:00h até às 23:00h.
Acho que em primeiro lugar devemos estar preocupados com o futuro dos mesmos. Por isso o governo deve a muito breve prazo, avaliar se existem condições pedagógicas para garantir o funcionamento da UnI. Se não existirem, esta instituição tem que ser encerrada e têm que ser encontradas soluções para estes alunos, nem que para isso seja necessário abrir vagas para os mesmos nas instituições públicas de ensino superior.

Tenho pena de não ter visto ontem o debate de directores jornalísticos na Sic Notícias. Mas parece que o João Marcelino (DN) não é poupado a críticas pela blogoblocosfera e ao parece depois do debate ainda decidiu dispensar os serviços do Medeiros Ferreira.

terça-feira, 10 de abril de 2007

Quer se goste quer não, o Daniel Oliveira é já uma das maiores referências da blogosfera nacional. Embora não tenha a mesma cor política dele, no genérico gosto, especialmente do estilo e da forma como aborda cada temática. No que diz respeito ao seu novo post, sobre a promulgação da Lei da IVG pelo P.R., não poderia estar mais de acordo.
Já no que concerne à insistência na mesquinha polémica da licenciatura de José Sócrates, considero a sua opinião vulgar e pouco sustentada. Sobre este assunto prefiro a opinião do Professor (espero que a direita também não duvide do seu título) Vital Moreira no Causa Nossa. Sim refiro-me ao post de dia 8 deste mês, sobre o facto de ninguém em Portugal passar incóulme aos ataques, mesmo que sejam injustos.

Já disse anteriormente que sou favorável a uma lei que seja mais restritiva ao consumo de tabaco em espaços públicos, embora discorde da maioria dos pontos desta nova lei, como a limitação da venda de tabaco a maiores de 18 anos e a proibição de consumo de tabaco em locais de diversão noctura. Contudo a blogosfera também serve para lançar umas provocações, por isso aqui vai uma má notícia para os perigosos radicais anti-tabágicos.

Não gosto de alimentar polémicas, ainda por cima quando são mesquinhas, como a que envolve a lincenciatura de José Sócrates na UnI. Mas acho que a direita não devia ter andado a alimentar este escândalo, pelo menos quando tem rabos de palha. Não é que Marques Mendes foi docente na Universidade Independente no ano lectivo de 1995/96? Precisamente aquele em que José Sócrates terminou a licenciatura, para além disso assegurou "a liderança do Centro de Estudos de Comunicação Política" e integrou a comissão directiva do curso de Ciências da Comunicação.
E se pararmos todos com isto e começarmos a discutir política?

No dia 8 deste mês avisei que nem tudo pelo BE andava bem, as divisões entre as várias correntes subsistem e as notícias que hoje nos chegam pelo DN provam isso. Na moção ontem apresentada por Miguel Portas e Helena Pinto da corrente Fórum Manifesto, a ser discutida na convenção nacional de 2 e 3 de Junho em Lisboa, podem-se ler expressões como: "democracia interna pouco participada", "não se alargou o que era necessário e vive com rotinas organizativas que o fecham", "o activismo é ainda reduzido" e "a esquerda socialista precisa de muito mais".
O eurodeputado e a deputada do BE, ex-militantes da PolíticaXXI, mostram um discurso mais moderado e que na minha opinião vira o bloco para o centro. Contudo, a verdadeira discussão que tem que haver no BE e que poderá levar a uma verdadeira cisão é só uma: deve ou não o BE ambicionar fazer parte de um governo? Se a resposta for sim, então tem mesmo que se moderar, se continuar a ser não a onda de crescimento deste partido vai acabar.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

O Henrique Burnay respondeu-me, no 31 da armada, a um comentário relativo à polémica em torno da licenciatura de José Sócrates. Gostava contudo de esclarecer alguns pontos que dizem respeito a esta questão:

- Já começo a compreender que a direita, ou pelo menos parte dela, não está preocupada com o facto do primeiro-ministro ter ou não licenciatura. Acho que tal facto é um sinal de que os portugueses têm a consciência de que o trajecto académico dos políticos não é vital para que cumpram o seu mandato com competência. Espero que seja um sinal de que o nosso país se preocupa cada vez menos com a forma e cada vez mais com o contéudo.

- No que diz respeito à hipótese de José Sócrates ter mentido aos portugueses, tenho que te lembrar que tal, pelos menos ainda, não está provado. Por isso seria melhor esperarmos por uma reacção do mesmo e pela conclusão de todo este "processo" mediático. Caso tenha utilizado indevidamente o título de "Eng." podemos fazer uma de duas leituras: ou o fez conscientemente e então agiu mal, mas não põe em causa o seu trabalho no governo; ou em segunda hipótese não sabia de todas as hipotéticas irregularidades da sua licenciatura.

- Quando referes que José Sócrates optou pelo caminho mais fácil para concluir a sua licenciatura, não posso concordar contigo. Se o tivesse feito não teria ainda ido fazer um MBA ao ISCTE, onde duvido que existam facilitismos seja para quem for.

- No que concerne ao facto dos portugueses não darem importância às mentiras dos políticos, não consigo concordar contigo. Se tivessemos a falar de uma questão fiscal, como no antigo caso do António Vitorino, certamente que o escândalo seria muito maior e haveria por aí muita gente a pedir a demissão do primeiro-ministro. No entanto, esta questão é meramente académica e como tu mesmo afirmas: "eu, e o resto do mundo ao que parece, não acho relevante se o Primeiro-ministro é licenciado ou não".

A pergunta: Como desbloquear a questão?
(ARTIGO DO DN)


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Fui aderente do Bloco de Esquerda quando o mesmo era ainda uma simples coligação de três forças políticas (PSR, UDP e PXXI) à qual se foi juntar o Ruptura/FER do qual eu era militante. Tempos passaram e a minha visão da política e do marxismo foi-se alterando, desfiliei-me e fui assistindo através da imprenssa e dos relatos de alguns amigos às transformações no BE. Já eu era militante do PS e recebi a notícia de que, devido à nova lei dos partidos, os vários partidos que integravam esta coligação se iam tornar em meras associações políticas.
Os anos passaram, o bloco cresceu eleitoralmente e com isso ganhou poder, para a imprensa passou sempre uma imagem de unidade, mas no seu interior as antigas guerras continuaram. O BE mostrou continuar igual a si mesmo: uma feijoada ideológica. Parece que agora vai haver mais uma convenção, que resultados esperar? Mais união? Não creio.
Os militantes do grupo "Fórum Manifesto" (antigo PXXI) querem adoptar uma postura mais moderada e vão rompendo com o marxismo, por outro lado o PSR continua a apregoar o trotskismo, embora um trotskysmo diferente do trotskismo-morenismo do Ruptura/FER e por isso as facções continuam a trocar acusações. Quanto à UDP não sei qual é a posição, mas também pouco interessa, pois o que é preciso perceber é se o BE tem ou não futuro.

domingo, 8 de abril de 2007

Com a criação da "Associação Movimento Cívico Regiões Sim" parece que o verdadeiro debate político volta à sociedade portuguesa, que até ao momento se limitava a discutir coisas tão chatas e mesquinhas como a licenciatura do primeiro-ministro. Ao que consta este movimento abarca várias personalidades com percursos profissionais e políticos bastante diferentes, o porta-voz será o deputado social-democrata Mendes Bota e o objectivo do movimento é, ao que parece, a convocação, 10 anos depois, de um novo referendo sobre a regionalização.
Sou favorável à regionalização e acho que o falhanço do Sim no último referendo é uma das causas mais profundas do atraso estrutural do nosso país. Mas neste momento o debate tem de ser diferente e a pergunta que se deve colocar é a seuinte: deve a regionalização ser aprovada em referendo? Há uma verdadeira necessidade de chamar os portugueses às urnas para se voltarem a pronunciar sobre este assunto? Existindo referendo, o mesmo terá adesão popular? Às três anteriores questões respondo com um NÃO redondo.
Mais um referendo servirá unicamente para enfraquecer este meio de participação popular na democracia, pois terá uma adesão muito baixa por parte dos cidadãos. Para além disso vamos enfraquecer ainda mais a democracia representativa, onde os cidadãos elegem políticos para legislarem.

Acredito num Portugal Positivo. Só faz sentido vencer a crise se todos concordarmos que Portugal vale a pena!

sábado, 7 de abril de 2007

Miguel Vale de Almeida diz, num post recente, que os dois acontecimentos políticos deste ano são a polémica relativa ao PNR (cartaz xenófobo, reacção dos gatos e vitória de Salazar na RTP) e a questão da licenciatura do primeiro-ministro. Discordo.
Em primeiro lugar não concordo quando MVA diz que estes são os dois acontecimentos do ano. O outdor colocado por RAP e os amigos é simplesmente uma boa piada, enquanto que o pseudo-escandalo da licenciatura de José Sócrates na UnI é uma piada de mau gosto.
As pessoas que criticam José Sócrates por ser primeiro-ministro e ter apenas uma licenciatura numa pequena e pouco prestigiada universidade essas sim têm um enorme défice de formação. Outras há que optam por criticar o processo em si e as suas eventuais ilegalidades, graves é certo, mas a meu ver não o suficiente para colocarem em dúvida o bom trabalho que o primeiro-ministro tem feito no governo.

Terminei ontem a leitura do Clube de Macau de Pedro Rosado, livro que completa a trilogia sobre os submundos do crime em Portugal. Esta obra tem a particularidade de ser o primeiro romance sobre o escândalo Casa Pia, que durante largos meses fez as capas de todos os jornais. Neste momento muito pouco se houve falar deste “caso” e impera a velha regra: “quem fala não sabe e quem sabe não fala”.
Gostei do estilo de escrita leve e de todos os pormenores do livro, adorei o enredo kafkiano e todos os pormenores maquiavélicos de luta pelo poder. A única crítica a apontar é a pouca publicitação do livro por parte da editora.
Quando tiver tempo, espero poder ler os dois outros livros de Pedro Rosado: Crimes Solitários (sobre as relações entre a política e o jornalismo) e Ulianov e o Diabo (sobre a máfia russa em Lisboa).

quinta-feira, 5 de abril de 2007

A UGT deu a prova aos portugueses de que ainda existe sindicalismo com bom senso, que não vive na dependência do aparelhismo do PCP. Ao não aderir à Greve Geral convocada pela CGTP para o dia 30, a UGT consegue preservar a importância deste último recurso de contestação.
Com isto João Proença provou também, que as estranhas ligações do partido de Jerónimo de Sousa com o sindicalismo, não se resumem às bandeiras de Cuba e do Che Guevara nas manifestações na Fontes Pereira de Melo. Bem pelo contrário, a intersindical é monopolizada por um único partido político que usa tantas vezes os trabalhadores como arma de arremesso contra os sucessivos governos.

Até eu que não gosto muito de futebol..

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Se o Daniel Oliveira não estiver a brincar, isto tem mesmo muita piada.

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Anda por aí uma cambada de pseudo-intelectuais doutorados e sem vida própria, que continua alegremente a gozar com José Sócrates por ter a licenciatura numa pequena universidade privada. Aproveitam ainda o facto para questionarem a utilização do título "Eng." pelo primeiro-ministro, mais uma vez reafirmo: os portugueses vivem obcecados com os títulos.
Estes Doutores são a prova do provicianismo a que o nosso país chegou. E sabem que mais? Estou mesmo a ponderar trocar a FDL pela UnI: prefiro andar na universidade de José Sócrates do que na de Isaltino Morais, João Vale e Azevedo e Santa Lopes.