sexta-feira, 20 de abril de 2007

Muito se tem falado na blogosfera sobre a polémica em torno do veto ao nome de Ricardo Araújo Pereira, para falar em nome dos jovens, no desfile da Av. da Liberdade, durante as comemorações do 25 de Abril. O secretário-geral da JS, Pedro Nuno Santos, vem na blogosfera repôr a verdade dos factos e denunciar o veto da JCP à intervenção do seu ex-militante.
Gostava de salutar a participação do Pedro Nuno na blogosfera. É importante, numa altura em que o PGR e o próprio José Sócrates vêm críticar a blogosfera, que o líder da maior organização de juventude do país decida expor as suas opiniões com recurso a um blog. O blog "Ladrões de Bicicletas", para além da participação do Pedro Nuno, conta também com os textos do Zé Guilherme, do Nuno Teles e do João Rodrigues, todos do Bloco de Esquerda.

sábado, 14 de abril de 2007

O seguinte texto é pura ficção. O autor não se responsabiliza por qualquer semelhança com a realidade.
Congresso da JP daqui a 10 anos
São 18:20h de Sábado – saio desesperadamente de casa, com uma caneta no bolso e um bloco pautado na mão. Rumo, a pé, para a Av. da Igreja. O cabelo ainda está molhado e as ideias circulam a um ritmo fernético, acelero cada vez mais o passo em busca de um café e um maço de cigarros.
Uma hora antes, enquanto tomava banho, tive uma visão quase profética do futuro. Isto, minutos depois de ter lido algures que hoje fazia oito anos que havia falecido Nuno Krus Abecassis, figura marcante do CDS e da autarquia lisboeta. Juntamente com Adelino Amaro da Costa, foi para mim das figuras mais marcantes da direita, ainda na época democrata-cristã.
Voltando à visão, repito quase profética, que tive durante o meu duche, antevi um congresso da Juventude Popular daqui a 10 anos. Não sei por que é que Ele me escolheu a mim, socialista e agnóstico, para fazer esta revelação ao mundo. Mas sinto-me com responsabilidade acrescida por ser, nesta hora difícil para o CDS, um mensageiro divino.
Estamos pois no XXII Congresso Nacional da JP. A liderança é disputada por duas promessas da direita portuguesa, pela Lista A Martim e pela Lista B Salvador. O habitual sistema de cacique das distritais parece que não está a funcionar e tudo aponta para que o congresso seja decidido em função das características, qualidades e defeitos de cada candidato. Este fenómeno leva a uma grande cobertura mediática do evento, que José Pacheco Pereira já classificou, no seu post 948000 do Abrupto, como a “adesão de Portugal ao estilo de política à americana”.
O primeiro candidato a chegar foi o da Lista A. Martim deu entrada no GarageCongressCenter em Lisboa (antiga discoteca Garage) ladeado pela sua namorada Pimpinha e pelo seu vice-presidente Rodrigo Maria de Vasconcellos de Pinto Costa Soares e Carvalho Brito. Martim chegou no seu Land Rover Defender verde tropa com dois autocolantes, um da loja Triologia e outra da Ericeira SurfShop, ambas patrocinadoras da campanha. Este candidato conta, na minha opinião, com o melhor currículo.
Martim começou a sua carreira política como presidente da A.E. da Escola Secundária Maria Amália em Lisboa, depois de ter sido expulso de um conhecido colégio da capital, por alegadamente ter ingerido dois malibus-cola antes de uma aula de Religião e Moral. Esta jovem promessa da política, tem 23 anos e é finalista do curso de gestão na Universidade Católica, contudo os pontos que jogam mais a seu favor são o facto de ter sido relações públicas da discoteca Absoluto, ter duas participações no campeonato nacional de surf, uma casa em Vilamoura e mais dois irmãos que o outro cantidado – 8 no total.
Mesmo com este brilhante currículo, Martim é muitas vezes confrontado com o seu passado, recheado de processos disciplinares na Juventude Popular. Corria o ano de 2010 e Martim foi condenado por se ter dirigido a um colega de partido - em pleno Conselho Nacional em Vale do Lobo - tratando-o na segunda pessoa. Dois anos depois, foi também condenado por ter sido apanhado na Trignometria a fumar um cigarro Marlboro, sendo que as duas únicas marcas permitidas na JP desde da última revisão estatutária são L&M e Lucky Strike. Contudo, a situação mais grave sucedeu-se recentemente , quando acusou, na imprensa, o seu rival Salvador de ser um “surfista de banheira” e de “usar calças pouco largas, que não deixam mostrar os boxers”. Corre ainda outro processo por se ter referido ao calçado desportivo como “téni”, em vez de “ténis”. Absolutamente lamentável.
Salvador chegou ao congresso pouco tempo depois, ao volante do seu Golf IX prateado, com dois gigantescos autocolantes dos seus patrocinadores: Rip Curl e Billabong, sugerindo desde já que tem mais dinheiro que o seu rival para esta campanha. O candidato da Lista B vem vestido com uma t-shirt azul cueca onde se pode ler “não destruam as ondas”, umas calças largas da Rip Curl (uma eventual resposta a Martim) e uns ténis Vans. A sair do bolso direito é visível uma fita para as chaves rosa-choche da marca Roxy que foi dada pela sua namorada “Felipa”. Na mão traz o seu telemóvel anti-choque laranja com um autocolante da Reef e o maço de tabaco Lucky Strike, em gesto de pura provocação a Martim. Salvador teve uma entrada mais triunfante que o seu opositor, sendo recebido por dezenas de congressistas que gritaram entusiasticamente: “Salvador vá em frente tem aqui a sua gente!”. Um momento bonito, de política pura.
O candidato da Lista B tem 24 anos e começou tardiamente a sua carreira, pelo facto de ter frequentado sempre colégios privados, onde não havia associações de estudantes. Contudo, Salvador revelou-se um líder quando, aos 18 anos, organizou a XV viagem de finalistas do seu colégio a Lorett del Mar. Um exímio praticante de Rugby, fanático de Surf e especialista em Snowboard, Salvador decidiu ingressar no curso de desporto da Faculdade de Motricidade Humana de Lisboa, podendo tornar-se neste congresso um dos únicos líderes da JP a concluir os estudos numa universidade pública.
Este jovem conta no seu currículo com o cargo de Coordenador do Grupo de Jovens da Paróquia do Campo Grande, dois anos como promotor da agência de viagens SporJovem e organizador de campeonatos de Paint-Ball inter-colégios. Em termos de música, gosta de artistas como Matisyahu e Patrice, tendo revelado recentemente que Zeca Afonso usava umas roupas feias e esquisitas, o que o levou a ser fortemente atacado pela UDP, ressurgida há dois anos após a extinção do BE. Dentro da jota, é fortemente atacado por nunca ter trabalhado na noite e só ter tido 10 vezes o nome na guestlist da discoteca da moda.
Martim foi o primeiro candidato a falar e, no seu discurso, acusou Salvador de ser apadrinhado pelo “Tio Portas” e de no corredor o ter tentado agredir enquanto lhe dizia ofensivamente: “você é um traquina”. Salvador optou por um tom mais leve no seu discurso, tendo prometido mais festas e uma viagem à neve nas férias do Carnaval. No entanto, o que acabou por virar o congresso a seu favor foi o facto de possuir um modelo único da marca de ténis Vans, de cor azul e amarela, com o símbolo da JP. Nesse preciso momento, os congressistas começaram a aplaudir freneticamente o candidato e este aproveitou para prometer um campeonato de Surf no Guincho e a decoração do símbolo da jota com flores havaianas e uma fonte de letra mais “cool”.
Salvador ganhou e Martim abandonou o congresso, chorando nos ombros de Pimpinha, com quem, anos mais tarde, acabou por casar e ter apenas um filho, depois de se ter tornado marxista e ingressado no PSD.

Não tenho dúvidas que João Marcelino está a matar o Diário de Notícias. Morreu o velho jornal e nasceu mais um tabloide semelhante ao 24 horas, Diabo e Tal&Qual. Até já tem uma crónica cor-de-rosa e meninos da Atlântico a escreverem, que mais se podia querer?
Aconselho que leiam o Eduardo Pinto Bernardo sobre este assunto.

Na edição de hoje do Sol o Pinto Coelho, líder do PNR, decidiu por entre muitas outras barbaridades afirmar aquilo, que outro líder partidário já havia dito: "Che Guevara foi um assassíno". O outro líder é Ribeiro Castro. A única diferença é que um lídera um partido pequeno e outro apenas meio partido pequeno.
Aqui vai uma pequena provocação para estes senhores

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Francisco Pinto Balsemão, presidente da SIC e militante nº1 do PSD, deu autorização a um colaborador homossexual da estação televisiva, para que obtivesse licença de casamento, igual à dos restantens funcionários heterossexuais. Com isto, FPB ficou na história e foi dado um importante passo para que o povo português compreenda que os homossexuais devem ter direito ao casamento, para poderem gozar dos mesmo direitos das outras pessoas.
A fonte desta notícia é o Correio da Manhã. A minha opinião sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo pode ser lida aqui.

São vários os responsáveis políticos que parecem estar interessados em que a ratificação do Tratado Europeu seja realizada, no nosso país, sem recurso a referendo. O primeiro a lançar o debate foi Durão Barroso. Pouco tempo depois Cavaco Silva responde ao apelo de Barroso e lança o conselho aos partidos e agora, segundo notícia do DN, José Sócrates "mostrou-se disponível para «ponderar e reflectir» sobre a proposta do Presidente para o abandono do referendo".
Sou favorável ao Tratado Constitucional Europeu e lutarei sempre pela sua ratificação no nosso país. Todavia, acho que a aprovação do Tratado deve, nestas circunstâncias, ser feita com recurso a referendo. Isto pelo facto dos dois principais partidos (PS e PSD) terem sempre "prometido" a realização do mesmo. Mantenho, pois, uma posição coerente com a que tive em relação à lei da IVG, em que, unicamente devido à promessa eleitoral do meu partido, defendi a realização de um referendo, que legitimou ainda mais a lei, recentemente promulgada por Cavaco Silva.
Não deixo, no entanto, de considerar que corremos o risco de estar a abusar do recurso aos referendos, o que consequentemente leva à pouca participação nos mesmos e à perda da respectiva importância. Por este motivo, acho ridícula a proposta de Santana Lopes sobre um referendo à localização do novo aeroporto, e discordo da realização de um novo referendo sobre a regionalização, embora seja favorável à divisão do nosso país em regiões administrativas, ainda durante esta legislatura.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Gostei de ver o primeiro-ministro a explicar, ontem na RTP, a polémica em torno da sua licenciatura na UnI. José Sócrates dismistificou todas as questões, apresentou provas documentais e deitou por terra todos os boatos e insinuações que correram pela blogosfera e pelos jornais. Foi o fim de um escândalo patético e mesquinho.
Que conclusões podemos tirar disto? Apenas que existiu uma classe pseudo-intelectual, que tentou a todo custo ridicularizar o primeiro-ministro, por ter tido um percurso académico um tanto ou quando atribulado. O que ganhou a oposição com isto? Absolutamente nada - só a cegueira política é que leva alguém a pensar, que o povo português está preocupado com o facto do líder do governo ter este ou aquele título académico.
Gostava agora, de ver a oposição comentar antes a revisão em alta do crescimento económico de Portugal, feita pelo FMI no dia de ontem.

Já havia referido o facto de João Marcelino, director do Diário de notícias, ter dispensado o socialista Medeiros Ferreia. As últimas vítimas parece que foram Joana Amaral Dias (BE) e Ruben de Carvalho (PCP). Está de volta o Independente?

quarta-feira, 11 de abril de 2007

O dirigente nacional da Nova Democracia Jorge Ferreira, respondeu no seu blog a um comentário que eu havia feito sobre a sua crítica aos 10 dias administrativos previstos para o encerramento da UnI. Nesse mesmo post, o aveirense reafirmou a necessidade de haver um efectivo encerramento desta instituição, embora deva ser cumprido o prazo previsto no CPA.
Sinceramente acho que não existem soluções milagrosas para a UnI, principalmente porque quando falamos da mesma, falamos também em cerca de 2500 alunos, a maioria trabalhadores-estudantes, que têm aulas todos os dias das 18:00h até às 23:00h.
Acho que em primeiro lugar devemos estar preocupados com o futuro dos mesmos. Por isso o governo deve a muito breve prazo, avaliar se existem condições pedagógicas para garantir o funcionamento da UnI. Se não existirem, esta instituição tem que ser encerrada e têm que ser encontradas soluções para estes alunos, nem que para isso seja necessário abrir vagas para os mesmos nas instituições públicas de ensino superior.

Tenho pena de não ter visto ontem o debate de directores jornalísticos na Sic Notícias. Mas parece que o João Marcelino (DN) não é poupado a críticas pela blogoblocosfera e ao parece depois do debate ainda decidiu dispensar os serviços do Medeiros Ferreira.

terça-feira, 10 de abril de 2007

Quer se goste quer não, o Daniel Oliveira é já uma das maiores referências da blogosfera nacional. Embora não tenha a mesma cor política dele, no genérico gosto, especialmente do estilo e da forma como aborda cada temática. No que diz respeito ao seu novo post, sobre a promulgação da Lei da IVG pelo P.R., não poderia estar mais de acordo.
Já no que concerne à insistência na mesquinha polémica da licenciatura de José Sócrates, considero a sua opinião vulgar e pouco sustentada. Sobre este assunto prefiro a opinião do Professor (espero que a direita também não duvide do seu título) Vital Moreira no Causa Nossa. Sim refiro-me ao post de dia 8 deste mês, sobre o facto de ninguém em Portugal passar incóulme aos ataques, mesmo que sejam injustos.

Já disse anteriormente que sou favorável a uma lei que seja mais restritiva ao consumo de tabaco em espaços públicos, embora discorde da maioria dos pontos desta nova lei, como a limitação da venda de tabaco a maiores de 18 anos e a proibição de consumo de tabaco em locais de diversão noctura. Contudo a blogosfera também serve para lançar umas provocações, por isso aqui vai uma má notícia para os perigosos radicais anti-tabágicos.

Não gosto de alimentar polémicas, ainda por cima quando são mesquinhas, como a que envolve a lincenciatura de José Sócrates na UnI. Mas acho que a direita não devia ter andado a alimentar este escândalo, pelo menos quando tem rabos de palha. Não é que Marques Mendes foi docente na Universidade Independente no ano lectivo de 1995/96? Precisamente aquele em que José Sócrates terminou a licenciatura, para além disso assegurou "a liderança do Centro de Estudos de Comunicação Política" e integrou a comissão directiva do curso de Ciências da Comunicação.
E se pararmos todos com isto e começarmos a discutir política?

No dia 8 deste mês avisei que nem tudo pelo BE andava bem, as divisões entre as várias correntes subsistem e as notícias que hoje nos chegam pelo DN provam isso. Na moção ontem apresentada por Miguel Portas e Helena Pinto da corrente Fórum Manifesto, a ser discutida na convenção nacional de 2 e 3 de Junho em Lisboa, podem-se ler expressões como: "democracia interna pouco participada", "não se alargou o que era necessário e vive com rotinas organizativas que o fecham", "o activismo é ainda reduzido" e "a esquerda socialista precisa de muito mais".
O eurodeputado e a deputada do BE, ex-militantes da PolíticaXXI, mostram um discurso mais moderado e que na minha opinião vira o bloco para o centro. Contudo, a verdadeira discussão que tem que haver no BE e que poderá levar a uma verdadeira cisão é só uma: deve ou não o BE ambicionar fazer parte de um governo? Se a resposta for sim, então tem mesmo que se moderar, se continuar a ser não a onda de crescimento deste partido vai acabar.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

O Henrique Burnay respondeu-me, no 31 da armada, a um comentário relativo à polémica em torno da licenciatura de José Sócrates. Gostava contudo de esclarecer alguns pontos que dizem respeito a esta questão:

- Já começo a compreender que a direita, ou pelo menos parte dela, não está preocupada com o facto do primeiro-ministro ter ou não licenciatura. Acho que tal facto é um sinal de que os portugueses têm a consciência de que o trajecto académico dos políticos não é vital para que cumpram o seu mandato com competência. Espero que seja um sinal de que o nosso país se preocupa cada vez menos com a forma e cada vez mais com o contéudo.

- No que diz respeito à hipótese de José Sócrates ter mentido aos portugueses, tenho que te lembrar que tal, pelos menos ainda, não está provado. Por isso seria melhor esperarmos por uma reacção do mesmo e pela conclusão de todo este "processo" mediático. Caso tenha utilizado indevidamente o título de "Eng." podemos fazer uma de duas leituras: ou o fez conscientemente e então agiu mal, mas não põe em causa o seu trabalho no governo; ou em segunda hipótese não sabia de todas as hipotéticas irregularidades da sua licenciatura.

- Quando referes que José Sócrates optou pelo caminho mais fácil para concluir a sua licenciatura, não posso concordar contigo. Se o tivesse feito não teria ainda ido fazer um MBA ao ISCTE, onde duvido que existam facilitismos seja para quem for.

- No que concerne ao facto dos portugueses não darem importância às mentiras dos políticos, não consigo concordar contigo. Se tivessemos a falar de uma questão fiscal, como no antigo caso do António Vitorino, certamente que o escândalo seria muito maior e haveria por aí muita gente a pedir a demissão do primeiro-ministro. No entanto, esta questão é meramente académica e como tu mesmo afirmas: "eu, e o resto do mundo ao que parece, não acho relevante se o Primeiro-ministro é licenciado ou não".

A pergunta: Como desbloquear a questão?
(ARTIGO DO DN)


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Fui aderente do Bloco de Esquerda quando o mesmo era ainda uma simples coligação de três forças políticas (PSR, UDP e PXXI) à qual se foi juntar o Ruptura/FER do qual eu era militante. Tempos passaram e a minha visão da política e do marxismo foi-se alterando, desfiliei-me e fui assistindo através da imprenssa e dos relatos de alguns amigos às transformações no BE. Já eu era militante do PS e recebi a notícia de que, devido à nova lei dos partidos, os vários partidos que integravam esta coligação se iam tornar em meras associações políticas.
Os anos passaram, o bloco cresceu eleitoralmente e com isso ganhou poder, para a imprensa passou sempre uma imagem de unidade, mas no seu interior as antigas guerras continuaram. O BE mostrou continuar igual a si mesmo: uma feijoada ideológica. Parece que agora vai haver mais uma convenção, que resultados esperar? Mais união? Não creio.
Os militantes do grupo "Fórum Manifesto" (antigo PXXI) querem adoptar uma postura mais moderada e vão rompendo com o marxismo, por outro lado o PSR continua a apregoar o trotskismo, embora um trotskysmo diferente do trotskismo-morenismo do Ruptura/FER e por isso as facções continuam a trocar acusações. Quanto à UDP não sei qual é a posição, mas também pouco interessa, pois o que é preciso perceber é se o BE tem ou não futuro.

domingo, 8 de abril de 2007

Com a criação da "Associação Movimento Cívico Regiões Sim" parece que o verdadeiro debate político volta à sociedade portuguesa, que até ao momento se limitava a discutir coisas tão chatas e mesquinhas como a licenciatura do primeiro-ministro. Ao que consta este movimento abarca várias personalidades com percursos profissionais e políticos bastante diferentes, o porta-voz será o deputado social-democrata Mendes Bota e o objectivo do movimento é, ao que parece, a convocação, 10 anos depois, de um novo referendo sobre a regionalização.
Sou favorável à regionalização e acho que o falhanço do Sim no último referendo é uma das causas mais profundas do atraso estrutural do nosso país. Mas neste momento o debate tem de ser diferente e a pergunta que se deve colocar é a seuinte: deve a regionalização ser aprovada em referendo? Há uma verdadeira necessidade de chamar os portugueses às urnas para se voltarem a pronunciar sobre este assunto? Existindo referendo, o mesmo terá adesão popular? Às três anteriores questões respondo com um NÃO redondo.
Mais um referendo servirá unicamente para enfraquecer este meio de participação popular na democracia, pois terá uma adesão muito baixa por parte dos cidadãos. Para além disso vamos enfraquecer ainda mais a democracia representativa, onde os cidadãos elegem políticos para legislarem.