domingo, 22 de julho de 2007

Tricas do passado

Jorge Ferreira

Titanic Laranja (2)

Como alguém disse um dia sobre os partidos:

"Os nossos inímigos estão cá dentro, os nossos adversários estão lá fora".

Titanic laranja

Mendes avança para ficar tudo na mesma, Aguiar Branco não teve apoios para avançar, Menezes só sabe se avança amanhã, Morais Sarmento diz que é muito cedo para avançar, Júdice diz que o CDS e o PSD se deviam fundir, Rui Rio prefere ficar como querido líder nortenho e Santana Lopes diz-se que anda a preparar das suas. Quando todos deixarem de olhar para o umbígo talvez já seja tarde de mais.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

É óbvio

Manuel Monteiro afirmou ontem ao Público:




Eu havia feito esta reflexão no dia 16:

Hipers abertos ao domingo à tarde

Ao que parece em Setembro será discutida na A.R. a abertura dos hipermercados ao domingo à tarde e feriados. Quando fui líder da JS de São João da Madeira e membro do secretariado do PS, fui contra a instalação de uma nova grande suprefície comercial da SONAE no concelho, por achar que as autarquias têm o dever de proteger o comércio local. Nessa altura comprei uma guerra com a vereação do PS na Câmara Municipal e acabei por ver a maioria dos cidadãos do meu concelho darem uma nova maioria absoluta ao PSD e defenderem a instalação do dito centro comercial, que dentro em breve deve entrar em funcionamento.
Como socialista mantenho a minha convicção de que o poder político deve defender o comércio tradicional e como tal sou contra a abertura dos "hipers" ao domingo à tarde. Tal medida, a ser aplicada, irá contribuir para uma maior decadência do comércio tradicional. É o princípio do fim.

Esta coisa do Saramago...

Também eu concordo com todos aqueles que vieram atacar José Saramago por aquilo que disse, sobre o facto de Portugal estar condenado a ser anexado por Espanha. Muito pessoalmente considero esta opinião para além de pouco inteligente, a prova de que o escritor ou não conhece, ou simplesmente não valoriza a história do nosso país. É por haver opiniões como esta que, ano após ano, festejo datas como o 1º de Dezembro e o 5 de Outubro - não o do século XX, mas o de 1143.
Agora o facto da direita dita líberal vir atacar o escritor, utilizando para isso o facto do mesmo ter ganho um prémio nóbel e questionando constantemente a sua qualidade artística, é no mínimo de mau gosto. Tal como me orgulho da história, identidade e soberania do nosso Portugal, também me orgulho de termos tido um prémio nóbel da literatura - espero bem que o Lobo Antunes também consiga um e que o Hélder Amaral receba o prémio nóbel da paz, pelas suas prestações pugilisticas nos conselhos nacionais do CDS.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Que futuro CDS?

O CDS/PP vive aquela que é, na minha opinião, a sua maior crise desde a fundação do partido. Quem estiver interessado em analisar a decadência desta força política, não pode partir para esta reflexão baseando-se apenas no passado recente do mesmo. É certo, no entanto, que deve haver uma leitura nacional e partidária daqueles que foram os piores resultados do CDS quer na Madeira, quer em Lisboa, sem esquecermos que os mesmos foram atingidos logo após o regresso de Paulo Portas à liderança.
Existe um grande problema inerente à existência do CDS e ao contrário do que muitos querem fazer transparecer, não se trata de uma questão meramente de liderança, bem pelo contrário, este assunto é iminentemente ideológico. Neste momento os centristas vivem num clima de ambiguídade ideológica, que óbviamente se torna insuportável numa estrutura tão pequena. Durante muitos anos vimos conviverem lado a lado militantes centristas como Diogo Freitas do Amaral, militantes liberais como Pires de Lima, democrátas-cristãos como Narana Coissoiró e uns tantos militantes convictos de direita com tiques salazaristas. Na nova política do século XXI um partido pequeno como o CDS não consegue, nem conseguirá, sobreviver se continuar nesta indefinição ideológica, quanto mais não seja porque em vários momentos haverão dirigentes e militantes que irão bater com a porta, exemplos disso são Freitas do Amaral, Manuel Monteiro e Maria José Nogueira Pinto.
Ao que me parece, Paulo Portas quer um partido líberal de centro-direita, que ganhe a longo prazo o seu espaço político próprio, mas que por agora vá dividindo o eleitorado com o PSD. O melhor termo de comparação possível com esta estratégia é, na minha óptica, o modelo dos partido liberais escandinavos. No entanto esta comparação, ainda que próxima, não é real - não é porque nos países nórdicos existem verdadeiros partidos liberais, quer do ponto de vista da economia, quer do ponto de vista dos costumes. Se o CDS decidir inverdar por esta via, sabe que automáticamente perderá o seu eleitorado base, que lhe permite ser neste momento o partido mais pequeno dos grandes, em vez do maior partido dos pequenos.
Para que os resultados eleitorais voltem a sorrir ao CDS é preciso uma definição clara de qual é o seu espaço político, de qual é o modelo ideológico que defende para Portugal. Não é possível a este partido querer ser a força líberal do nosso país e ao mesmo tempo continuar a defender a doutrina social da igreja católica. Antes de Paulo Portas regressar ao CDS com essa ideia peregrina, já Manuel Monteiro o havia tentado no PND - os resultados eleitorais são bem visíveis nos dois casos.

terça-feira, 17 de julho de 2007

Vai em frente Berardo

O Sr. Comendador Joe Berardo bem que podia fazer uma OPA ao PSD. Acho que iam haver muitos militantes a quererem vender as acções.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Cheira bem, cheira a Lisboa!

Como seria de esperar o PS, ao fim de três longas décadas, ganhou sozinho as eleições para a CML. Numa altura em que toda a oposição tentou colar a candidatura de António Costa ao governo, parece que esta colagem deu origem a uma vitória do PS e a uma crise na liderança de dois dos principais partidos da oposição. Gostava então de fazer uma análise, candidatura por candidatura:
António Costa - Muitos analistas políticos dizem que não foi o resultado que se esperava e tentam desvalorizar ao máximo esta histórica vitória do Partido Socialista. É verdade o PS só teve mais 2% que Manuel Maria Carrilho, mas também é verdade que há dois anos não havia uma Helena Roseta independente com 10% dos votos, é verdade que os votos de Carmona e de Negrão juntos davam para ganhar a CML, mas também é verdade que os votos do PS e de Roseta juntos chegavam aos 40% da votação. O que muitas pessoas se esquecem também de dizer é que o PS ao fim de 31 anos conseguiu ganhar as eleições autárquicas em Lisboa sozinho, que pela primeira vez na história ganhou em todas as Juntas de Freguesia e que o PSD e o PP tiveram nestas eleições o pior resultado de sempre.
Carmona Rodrigues - O trio Carmona, Fontão e Gabriela deram uma verdadeira lição ao PSD. A candidatura "Lisboa com Carmona" não fez quase campanha nenhuma, colocou os cartazes na última semana e não fez ataques pessoais a nenhum dos outros candidatos. Resultado? O segundo lugar nas eleições e três vereadores na CML. Depois do estado em que deixaram a autarquia uma vitória seria impossível, mas este segundo lugar é honroso e repito foi uma verdadeira lição no PSD.
Fernando Negrão - Foi um candidato esforçado, mas nitidamente mal escolhido. Não soube fazer campanha, adoptou uma postura distante dos cidadãos e mostrou não conhecer a realidade do concelho. Se há alguém que deve assumir as responsabilidades deste resultado, esse alguém é Marques Mendes. Nas próximas directas certamente sairá de cena.
Helena Roseta - Sonhou um dia ser presidente da CML, mas não convenceu. Elegeu dois vereadores, mas esteve longe de um efeito como o provocado por Manuel Alegre nas presidenciais. O quarto lugar era o esperado por toda a gente, contudo teve o mérito de conseguir provar que ainda tem algum peso eleitoral na capital.
Ruben de Carvalho - O peso político do PCP em Lisboa começa a baixar a olhos vistos. Num cenário de imensa abstenção, que invariávelmente costuma benificiar os marxistas-leninistas, a CDU manteve por pouca margem os dois vereadores. Não tenho dúvidas que a votação do PCP continuará a baixar, enquanto o partido não sofrer uma forte renovação democrática. Longe vão os tempos de um PCP em Lisboa protagonizado por fíguras como João Amaral.
José Sá Fernandes - Teve tantos lisboetas a votarem em si nestas eleições como nas de 2005. O BE mostrou ter o seu espaço político na capital, que está muito longe de a breve prazo conseguir ultrapassar os 7%. A eleição de um segundo vereador continuará a ser uma miragem.
Telmo Correia - Pela primeira vez o CDS/PP não terá qualquer representante no executivo da CML. Depois do péssimo resultado na Madeira, o resultado em Lisboa é uma vergonha para a direita e principalmente para Paulo Portas, os saudosistas de Ribeiro e Castro já se começam a reorganizar e um terceiro desaire eleitoral para o presidente do PP, poderá ditar a sua morte política.
Garcia Pereira - O candidato do PCTP/MRPP dobrou a sua votação em relação às últimas eleições e mesmo perante o fenómeno Helena Roseta, um BE sedimentado eleitoralmente na capital e um voto útil da esquerda em António Costa, conseguiu ficar-se pelos 1,6%. Com as actuais regras de eleição da A.R. o candidato maoísta está a apenas a 0,3% de poder ser eleito deputado pelo círculo eleitoral de Lisboa. Com a reforama do parlamento que está a decorrer, a sua tarefa poderá ficar facilitada.
José Pinto Coelho - A extrema-direita teve um resultado tímido, embora com uma ligeira subída em relação às últimas eleições. Neste momento ainda não consegue assustar ninguém e não se espera um grande futuro para o PNR.
Manuel Monteiro - O resultado alcançado pela Nova Democracia nestas eleições foi horrível. O PND tem que repensar muito bem a sua actual liderança, desligar-se da fígura de Manuel Monteiro, encontrar novos protagonistas, pensar novos métodos de campanha e estudar uma política de coligação capaz de dar representação política ao partido. Ou o PND se junta com o PPM e o MPT, ou então é um fim de um partido que no fundo nunca chegou a existir.
Quarttin Graça - Estes 0,54% eram de esperar para o MPT. Comento este resultado da mesma forma que o fiz em relação ao PND, o MPT ou se resigna a manter como partido satélite do PSD, ou então opta por se coligar com outros pequenos partidos.
Gonçalo da Câmara Pereira - Desde que o seu irmão Nuno ganhou a presidência do PPM, que o partido continua a bater no fundo. Primeiro foi uma aliança com Santana Lopes, que em nada favoreceu o PPM, agora é a forma como este partido se tem apresentado à sociedade. Baseia-se apenas na opinião de uma família e serve exclusívamente para defender uma determinada linha sucessória do trono português. É triste pensar que um partido que já teve à sua frente nomes como Augusto Ferreira do Amaral, Henrique Barrilaro Ruas e Gonçalo Ribeiro Telles, agora se limite a ser a representação partidária de meia dúzia de monárquicos marialvas.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

O tio Alberto

Aquela ideia do governador do reino na Madeira, até que nem é mal pensada. Ou então um bruto de um subsídio do continente às FLAMA.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Livros de uma vida

Em resposta ao desafio lançado no Abjurado, aqui vai a minha selecção literária:
1- A Revolução que tanto amamos - Daniel Cohn-Bendit
Um livro na primeira pessoa sobre a revolta estudantil de Maio de 68 em França, feito em forma de entrevistas a vários dirigentes de esquerda da época.
2- Salazar e a Rainha - Fernando Amaro Monteiro
Sobre a amizade entre a Rainha D. Amélia no exílio e António de Oliveira Salazar.
3- Aparição - Vergílio Ferreira
Évora vista por dentro da alma de um escritor - sublime.
4- Um Herói Português - Vasco Pulido Valente
Um breve relato histórico da vida de Henrique Paiva Couceiro. O segundo Nuno Álvares Pereira português.
5- Esteiros - Soeiro Pereira Gomes
Relato do trabalho infantil. Um romance marcante.
6- Livro do Português Errante - Manuel Alegre
Poesia moderna de intervenção. Antologia de um povo sonhador.

Confissões gastronómicas

Há um queijo roquefort "société" no Pingo Doce a 2 euros e pouco a embalagem. É uma delícia.

Os ténis

Nunca gostei muito desse tipo de calçado, agora muito menos.

Campanha sem lisboetas

A campanha do Fernando Negrão ontem no Parque das Nações, prova que o mesmo para além de não perceber nada de siglas, também não tem lá muito jeito para fazer campanhas. Só não sei como é que o PSD conseguiu aquele resultado em Setúbal.

domingo, 8 de julho de 2007

O comunista do iate

Foi bonito ver o Garcia Pereira a pilotar um belo iate pelo Tejo. Este comunismo até dá gosto.

A minha opinião...

...sobre a candidatura "Cidadãos por Lisboa".

Via LOBI

Diálogo entre Negrão e um assessor

- Dr. Negrão, parece que uns chineses lançaram uma OPA sobre o Benfica.
- Uma quê?
- Uma OPA.
- Uma Ota? Caiu um aeroporto em cima do Benfica?
- Uma OPA.
- Um TGV?
- Uma OPA, Dr. Negrão, uma OPA.
- Uma quê? Uma ETAR?
- O-P-A, OPA
- PT?
- OPA!
- IVA?
- Deixe estar. Olhe, parece que uns chineses querem comprar o Benfica.
- Ai sim? E o que é que a TAP diz sobre isso?
- A TAP?
- Sim, homem, a TAP. Não sabe que agora são as TAP’s que mandam nos clubes?
- Ah! A SAD. O Dr. estava a falar na SAD do Benfica…
- Sim, a TAP, estava a referir-me à TAP.

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