quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Hello June, hello Johnny!

Adeus Luciano



terça-feira, 4 de setembro de 2007

O Rugby e o Público

O Rugby2007 e a TV

Está prestes a começar o mundial de Rugby em França, no qual Portugal participa pela primeira vez, só é de estranhar que as televisões de sinal aberto que transmitem os jogos de futebol da selecção A, dos sub-21, dos sub-20 e dos sub-18 não transmitam os jogos desta modalidade - mais uma vez a Sportv vai tratar do assunto. Já agora onde está a RTP?

A luta contra os fogos

Dois anos de governo do Partido Socialista em Portugal e a DGRF (Direcção Geral de Recursos Florestais) vem anunciar que houve menos 11.280 ocorrências de fogo e arderam menos 156.660 hectares. Podemos concluir que que este valor é o mais pequeno dos últimos cinco anos.
Então e a oposição não quer falar disto?

sábado, 1 de setembro de 2007

Portas e o youtube

Paulo Portas criou um canal do CDS no youtube. A ideia é boa embora seja tudo menos original e peca ainda por um outro motivo, pelo facto do CDS ter agora um canal no youtube mas não ter um site digno de um partido político com representação parlamentar, por não ter um site dos seus deputados na assembleia da república, por não ter o seu jornal disponível on-line como todos os outros partidos e pela sua juventude ter um site que não é actualizado e que consegue ser do mais rudimentar que se encontra na internet partidária. Para além disso não existe nenhum fórum de discussão on-line do CDS, tal como não existe nenhum site dos seus eurodeputados, estranhamente ainda não se conhece nenhum deputado do partido que tenha um blog e os sites das estruturas locais do partido conseguem ainda ser mais rudimentares que o da JP.
Assim vai o partido dos "centristas".

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Abruptamente falando

“Foi dar caução a um acto que é inadmissível numa funcionária pública”.

As maravilhas do hi5

Não é que segundo o PortugalDiário alguns agentes da PSP decidiram colocar fotos de uma operação realizada na Cova da Moura, acompanhada por comentários como "mais um dentro", "abram alas para o choque" e ainda "só é pena algumas caírem para o lado".

As escutas

Finalmente acabou a rebaldaria e as escutas judiciais só poderam ser divulgadas ao "grande público" com autorização dos escutados. De todos os comentadores do costume, o Daniel Oliveira pareceu o mais revoltado - vai daí começou a apelar a levantamentos populares e à desobediência civíl dos jornalistas. Isto tem algumas semelhanças com a história do milho de Silves, não tem?

Momento cómico do Gualter

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Uma lição de um apoiante de Cavaco

O veto do presidente - Pedro Lomba no DN.

Recomenda-se a muita direita

No psicolaranja sobre o novo sistema de financiamento dos estudantes do ensino superior.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

O que é uma elite?

Vasco Graça Moura reflecte sobre o assunto e põe o PSD à mistura. Na minha opinião as coisas não se podem colocar exactamente nestes termos: quem é do aparelho não é elite, quem não o é está abençoado pelo rótulo da competência.
Durante os últimos anos participei em muitas campanhas políticas, observei de perto as particularidades de cada corrida eleitoral, como funciona a máquina partidária, como reagem os militantes de um partido a determinados estímulos e fiquei a compreender que nos ditos "aparelhos" também existem pessoas competentes, por vezes idealistas ao ponto de se manterem sempre na retaguarda, sem nunca procurarem o protagonismo da primeira linha de combate.
Na verdade estes aparelhistas são muitas vezes os genuínos militantes, muitos deles cultos e informados e que se afirmam nos partidos não pelo que fizeram lá fora, mas por aquilo que fizeram enquanto políticos - essa é a elite que o país precisa. Não me interessa ter um bom técnino no governo se o mesmo não sabe gerir o bem público, interessa-me sim ter um bom político independentemente do que fez ou deixou de fazer fora da política. Churchill, Willy Brandt e Olof Palme nunca foram CEO ou Chairman de nenhuma grande empresa.

Voltei

Amanhã o blog vai voltar à normalidade possível.

domingo, 26 de agosto de 2007

EPC

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

O dirigismo estudantil de ontem e de hoje

Como que por acaso dei por mim a procurar fotografias do Maio de 68 no google, aqueles retratos podem até já não significar nada para o estudante de hoje em dia, mas têm a magia de eternizar uma época e uma luta, que pelo menos foi sincera e apaixonada.

Estavamos então perante uma juventude que reclamava direitos e mais que isso uma voz, tudo o resto não fazia sentido – que interessava acabar o curso com uma boa média? As conquistas só faziam sentido se fossem globais, se o Eu se integrasse plenamente no Nós.

Foi assim com Cohn-Bendit e os seus camaradas em França, foi assim em Tiananmen e nas crises académicas da década de 60 em Portugal. O dirigente associativo era o rosto de uma luta, representava um sentimento de entrega total a uma causa pluralista, era o testa de ferro de um movimento de massas que reivindicava muito para lá do que seriam os interesses objectivos dos estudantes.

Ser dirigente associativo era abdicar de um Eu em busca de Nós fraterno e combativo. Hoje o combate parece ter sido relegado para segundo, terceiro ou até último lugar. A passos acelarados nasce uma nova corrente yuippie no associativismo português, cada vez mais preocupada com o Eu associativo do que com a luta, represente ela o que representar no século XXI.
Nesta nova classe dirigente, que raramente conseguiu vingar na política, o associtivismo estudantil aparece associado a um empenho brusco nos estudos em busca de um bom futuro profissional. Aparece como uma forma de emblezar o currículo e ganhar protagonismo, para que quando o curso esteja terminado estes dirigentes possam ter acesso a bons empregos em grandes empresas e escritórios.

Esta mentalidade para além de perigosa, leva a que muitas vezes os interesses dos estudantes sejam relegados para segundo lugar, por estarem a ser defendidos por dirigentes associativos em part-time, onde a prioridade da sua vida não é lutarem por um movimento associativo de massas, mas fazerem mandatos serenos e que sejam compatíveis com a sua vida estudantil e em alguns casos, pasmem-se, até profissional.

Sempre combati esta forma de estar no associativismo estudantil, para mim o verdadeiro dirigente académico é aquele que o é antes de ser qualquer outra coisa. Nunca conseguirei compactuar com pessoas que se aproveitam do movimento associativo para arranjar um emprego, ou que pensem que estas duas coisas são prefeitamente conjugáveis.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

A histórica vitória do movimento Verde Eufémia

Ao longo dos últimos dias tentei sempre fugir a este tema no blog, não por não considerar condenável o que aquela meia-dúzia de fanáticos fez, mas bem pelo contrário, por achar que dar protagonismo a estes rapazes é apenas fazer aquilo que eles queriam - captar a atenção da opinião pública.
Se a sociedade, os nossos políticos e comentadores continuarem a dar protagonismo a este tipo de actos, que desrespeitam o estado de direito, então é mais um incentivo para que os mesmos se multipliquem. Se a maioria das pessoas acha reprovável a atitude do Gualter Baptista e amigos, então qual a necessidade de continuar a alimentar esta polémica?
A melhor maneira de combater qualquer tipo de fanatismo é não lhe dar tempo de antena, é desprezar o comportamento daqueles que se recusam a obedecer às leis do nosso estado de direito - só assim os conseguimos ridicularizar.
Com toda esta polémica só o grupo Verde Eufémia saíu a ganhar, conseguindo dar a conhecer os seus objectivos e o rosto que o lídera. Muito mais que isso, conseguiram provar à sociedade que a sua violência valeu a pena, pois finalmente se conseguiram dar a conhecer ao país. Ignorando e silenciado os seus actos é a melhor forma de remeter a importância destes extremo-ecologistas aos acampamentos e workshops do Bloco.