domingo, 6 de janeiro de 2008

Os vídeos de Luiz Pacheco

Como Luiz Pacheco classificava os amigos

Luiz Pacheco o tradutor (muito bom este)

O cachecol do artista

Fucking God!

Alguém chegou até ao meu blog pesquisando "autocolantes billabong" no google - espero não saber quem seja, mas até tinha piada que fosse quem estou a pensar.

Faleceu Luiz Pacheco

Faleceu esta noite Luiz Pacheco, um escritor libertário e segundo a elite intelectual do seu tempo, um dos melhores do século XX. Privou com muitos outros artistas, a grande maioria muito mais premiada do que Pacheco - mas este optou por outro rumo, pela liberdade total, por uma visão boémica da vida.
Morre hoje conhecido e reconhecido por uma pequena minoria do nosso país, não me parece que alguma vez se tenha importado com isso - um génio, que o era, não precisa de estar nas montras das livrarias, juntamente com os livros de dietas e de jogadores de futebol, para que seja reconhecido como tal.
A nossa literatura hoje, sem ninguém dar por isso, ficou mais pequena - faleceu o último dos libertários.

Cohiba Siglo I (Análise Pessoal)

Este pequeno charuto provém de uma das mais conceituadas marcas cubanas de tabacos, só por isso talvez venha já com uma chancela de qualidade garantida. Neste caso o tamanho engana e o paladar forte é bem visível neste pequeno puro, ao contrário do Vega Fina de que falei anteriormente, para além disso o preço impõe algum respeito, que o afasta de algumas bolsas, como a minha. No entanto, vale a pena experimentar esta pequena delícia vinda directamente de Cuba.

sábado, 5 de janeiro de 2008

Ordens Profissionais

A propósito deste artigo (carregar para abrir o link)

Adolfo Mesquita Nunes e André Abrantes Amaral na Atlântico
A minha opinião:
Relativamente a este assunto tenho uma posição muito líberal, acho uma estupidez que o Estado deposite numa ordem profissional, o poder de bloquear o acesso a uma determinada profissão. Ainda mais estúpido acho o que se passa na advocacia, em que são colocados cada vez mais entraves no acesso à profissão, com a desculpa de que o mercado está saturado - que tal fazermos o mesmo para todas as outras profissões, bloqueando a entrada dos profissionais no mercado, diminuindo a concorrência e fazendo diminuir a qualidade do serviço e aumentar o seu preço?

Sou completamente contra que seja obrigatório o ano currícular do mestrado para que se aceda às profissões ditas forenses e acho que o curso de direito deveria ser encurtado para três anos, à semelhança do que aconteceu às outras licenciaturas. Quem quiser ir para além da licenciatura é livre de prosseguir os seus estudos, quem não o quiser fazer também deve ser livre de se entregar ao mercado - num estado evoluído é inademissível que se tenham que prestar provas para entrar numa ordem profissional, o processo de entrada na ordem deveria ser tão simples como pagar uma quota e entregar uma fotocópia do BI - deixem o mercado fazer uma selecção natural.

A história do Tal Canal

Acredito, tal como o Daniel Oliveira e o Pedro Sales, que um novo canal em pouco vai enriquecer a qualidade televisiva do nosso país, posso até reconhecer que com o acesso à televisão pela internet e aos canais da TVcabo, quem tem bom gosto abandone gradualmente os canais em sinal aberto - mas também não me esqueço que a maioria da população tem mau gosto e que o "Casamente de sonho" teve a maior audiência da passagem de ano.
Pelo que o Pedro Sales nos diz, a publicidade tem apostado tudo na televisão e com a entrada do novo canal o cenário vai piorar, os preços vão entrar em saldo e quem mais vem sentir isso são as rádios e a imprensa escrita - no que às rádios diz respeito até posso concordar, embora ache que as mesmas não têm feito nenhum esforço para cativar novos públicos, agora quanto à imprensa escrita, acho que este discurso já não cola.
É necessário que se criem mais e melhores jornais e revistas, mais caros se necessário e sem publicidade, isto para que a população com bom gosto, que com a gradual entrada no ensino superior vai aumentar, possa voltar a ter jornais de referência e tenha uma alternativa à televisão generalista. Estranho ver pessoas do bloco a falarem da importancia da publicidade, mas bem, isso é um sinal de evolução, agora o que eu não compreendo é como é que alguém de esquerda pode preferir que o Balsemão e a Prisa tenham o monopólio da televisão privada em Portugal - venha daí o canal 5, mesmo que seja dos senhores do Correio da Manhã.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Cancelaram o Lisboa-Dakar. Mas hoje ainda tenho hipótese de ganhar o jipe!

Vega Fina Perlas (Análise pessoal)

Este pequeno charuto pode facilmente, à primeira vista, confundir-se com uma cigarrilha, devido à sua pequena dimensão. Contudo estamos perante um grande prazer: feito à mão, com uma selecção de tabacos muito suaves e que nos é enviado directamente da República Dominicana. No entanto uma das melhores carecterísticas do VF Perlas é a relação preço qualidade, à unidade podem ser encontrados na Casa Havaneza por pouco mais de dois euros e uma embalagem de vinte e cinco charutos em caixa de madeira não ultrapassa em muito os cinquenta euros - uma boa escolha entre o tabaco dominicano, ideal para quem se inicia nestas lides, ou para quem prefere paladares mais suaves.

Iowa - Será que o Obama é mesmo bom ou era eu que estava a ser teimoso?

"Barack Obama surpreende o mundo político americano e vence o Caucus do Iowa. Neste momento, Edwards está à frente de Hillary Clinton. A confirmar-se esta projecção, Obama emerge esta noite como um candidato fortíssimo e com sérias hipóteses de vencer o New Hampshire. Hillary, com 74% dos votos contados, está ligeiramente atrás de John Edwards. Este resultado não impossibilita a nomeação de ninguém, mas dificulta imenso a vida de Edwards. Mesmo que consiga fica em segundo lugar, será muito difícil conseguir continuar na corrida. Representa também a vitória de um negro num estado onde 95% são WASP. Dá para reflectir na mudança radical que esta noite irá ter para a política americana."

Gritemos por Ian Curtis - Control

O lendário vocalista dos Joy Division é retratado no filme Control, uma longa metragem a preto e branco, repleta de uma magia que nos transporta directamente para a época – não é difícil perceber por que é que foi aplaudido de pé na sua estreia em Cannes. O realizador é o Holandês Antoin Corbjin, que ao que consta não tem muita experiência no cinema, embora tenha realizado importantes videoclips e tenha já deixado a sua marca no mundo da fotografia.

Ian suicidou-se aos 23 anos, em muito influênciado pela epilepsia e pelo rumo que a sua vida levava. Segundo nos relata Control, este jovem de 23 anos era já pai e enfrentava um divórcio provocado por um caso de infidelidade com uma jovem belga, para além disso tomava generosas doses de medicamentos e não tinha muita atenção à sua saúde. Independentemente disto, Ian Curtis foi um símbolo da música da sua época, tendo imortalizado vários sucessos. Mais tarde os membros dos Joy Division decidiram criar os New Order, que foram extintos há pouco tempo.

Neste filme estamos perante o retrato de um jovem que desafia constantemente os limites da sociedade, da música e da sua própria vida. Toda esta história está rodeada por um romantismo que muitas vezes se confunde com loucura – talvez por isso Control seja tão especial.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Mas falaram em nós?

Sou um estudante políticamente correcto que não pode com a falta de...

Mas é justo um licenciado ser presidente de uma associação académica? Não. Mas é proíbido? Não. E o que é que acontece? Nada. Estou para ver se a comissão de fiscalização de orais, a afixação da lista dos piores docentes da Faculdade de Direito e a afixação em tamanho A0 de cada uma das queixas pedagógicas contra docentes, vão efectivamente ser aplicadas - visto terem sido aprovadas em Reunião Geral de Alunos.

O desafio São João de Brito (2 e 3) - Passeios e Estacionamento

“A política não vive e morre na macroecomia, não se faz apenas nos pólos
de decisão nacional e é muitas vezes na sua base, repito as autarquias, que mais
vezes consegue tocar o cidadão comum, aproximá-lo da política e conseguir a sua
participação genuína na gestão da coisa pública.”

No último número desta publicação comecei uma saga, não sei se interminável mas presumo que útil – não por ter lançado algum tema para discussão, que não lancei, não por ter dito algo de inovador, que não disse, mas por ter lembrado aos militantes do PS que é preciso estarmos atentos aos nossos bairros, sentir o pulso às Juntas de Freguesia, apontar erros e traçar um caminho.

Pretendo agora começar a reflectir o bairro onde vivo, como também o fiz e ainda o faço em relação à terra onde nasci, sempre ciente de que o poder autárquico deve e tem que ser a base do sistema democrático, da representatividade popular e da participação cívica. A política não vive e morre na macroecomia, não se faz apenas nos pólos de decisão nacional e é muitas vezes na sua base, repito as autarquias, que mais vezes consegue tocar o cidadão comum, aproximá-lo da política e conseguir a sua participação genuína na gestão da coisa pública.

Quando comecei a escrever este texto pensei em fazer uma exaustiva exposição demográfica de São João de Brito, pensei até em fazer um retrato histórico desta zona da cidade, ou talvez analisar os resultados eleitorais nos últimos anos – tudo isto me pareceu, pelo menos para já, desnecessário e qui ça desinteressante. Resolvi então escolher um primeiro tema, que para muitos vai parecer banal, mas que possívelmente vai tocar melhor que ninguém as pessoas que aqui vivem.

Escrevo então sobre os passeios, essas imundas vias pedonais que ilustram bem o laissez-faire no que toca a políticas de higiéne e ambiente por parte da nossa Junta de Freguesia – podem dizer-me que o cuidado e limpeza dos mesmos é da responsabilidade da Câmara Munícipal, o que em parte é verdade, mas também não se podem esquecer que pouco ou nenhum esforço tem sido feito para minorar esta situação.

Na verdade o estado dos passeios é lastimável: completamente esburacados, com canteiros mal arranjados, com carros mal estacionados que impossibilitam a passagem de pessoas com dificuldades motoras, sem baldes do lixo e inundados de dejetos caninos por toda a parte. Pode e deve ser ponto de honra do Partido Socialista denunciar esta situação e apresentar alternativas para a mesma.

É urgente apresentar um plano de melhoramento dos passeios de São João de Brito, que tem que passar pela colocação de pinos metálicos que impossibilitem o estacionamento indevido nos passeios, seguido de um plano de renovação do piso dos mesmos, posteriormente têm que ser colocadas vedações em todos os canteiros da freguesia que impossibilitem a passagem de animais domésticos, podendo assim a Junta investir em canteiros que ajudem a dar uma nova cara a este bairro, devem ser colocados baldes do lixo em todos os cantos, equipados com cinzeiros e dispensadores de sacos de plástico para que os donos possam remover da via pública os dejetos dos seus animais e por fim deve ser contratado um serviço de “motocão”, que consiste numa mota equipada com um aspirador que remove os dejetos caninos, limpa e desinfecta os passeios, evitando todos os perigos que os mesmos acarretam para a saúde pública e que já existe em autarquias como Beja – todas estas medidas podem parecer utópicas, mas são perfeitamente exequíveis.

Posteriormente a estas medidas imediatas é necessário criar mais canteiros e tratar das árvores que ainda restam na nossa freguesia, estudar sítios para a implementação de pequenos parques infantis, que tragam os pais e as crianças para a rua, dando uma nova vitalidade a São João de Brito. Claro que toda estas medidas acarretam outros problemas, na minha modesta opinião de importancia reduzida, há excepção de um: o estacionamento.

É óbvio que as pessoas estacionam os veículos em cima do passeio, na maior parte das vezes, não por falta de cívismo, mas por que efectivamente têm essa necessidade, devido ao facto da nossa Freguesia ter poucos edíficios que têm garagem própria. Claro que isto não legítima de forma alguma o estacionamento nos passeios, mas têm que ser arranjadas alternativas.

Data de 2004 um projecto da Câmara Municipal de Lisboa, então presidida por Pedro Santana Lopes, para a construção, com parceria privada, de um parque de estacionamento subterrâneo na Av. da Igreja, que contou desde do primeiro momento com a oposição dos comerciantes, movimentos de moradores e partidos políticos da oposição, entre os quais o próprio Partido Socialista. Este mesmo projecto, que Santana Lopes veio a 4 de Maio desse mesmo ano a abandonar em Assembleia Municipal, ao que parece contava com um parecer positivo da Junta de Freguesia já na data PSD, as palavras são do agora presidente da bancada parlamentar laranja na Assembleia da República: "Este projecto não é meu, votei-o porque tinha parecer positivo da Junta de Freguesia ( de São João de Brito)" (Jornal A Capital, 5 de Maio de 2004*).

Neste mesmo dia podia ler-se no Jornal de Notícias: “As sugestões dos moradores passam pela construção de um parque de estacionamento no Mercado de Alvalade Norte, na Avenida Rio de Janeiro (entre o Inatel e a Avenida da Igreja), e por dois outros parques há muito defendidos por associações de moradores, que os querem promover no Largo Frei Heitor Pinto e no Largo José Duro."* – como é óbvio não sei responder se estes são os melhores espaços, mas sei que a Junta de Freguesia deve desenvolver esfoços junto da Câmara Municipal para que se voltem a debater os problemas de estacionamento nesta zona e essa também é uma missão do Partido Socialista, que deve desde já começar a estudar estas e outras localizações.

Só acabando com o problema do estacionamento em cima dos passeios é que conseguiremos restituir dignidade aos mesmos, devendo ser esta uma das primeiras prioridadades do Partido Socialista para esta Freguesia.

*Dados retirados do site: campogrande.do.sapo.pt

Leiam e divulguem

Excelente blog de pintura, escultura e cultura como um todo. Fiquem com a Água Leve.

Smoking Area

Não tenho nada contra o facto da ASAE efectivamente mostrar trabalho, não tenho pena nenhuma dos donos dos restaurantes que têm que etiquetar os talheres todos e não tenho nada a haver com o facto do Sr. presidente da ASAE fumar no Casino. No entanto, tenho muita coisa contra esta nova lei anti-tabágica, que mais não é do que o exercício de extremismo puro e ignóbil. Como tal só há uma via, responder na mesma moeda - espero que todos os fumadores barriquem as entradas de todos os edifícios, que os restaurantes com mais de 100 metros que não optem pela liberdade de escolha dos seus clientes fiquem vazios, que as pessoas que fumem pressigam todas as outras na rua com fortes bafuradas de tabaco e que se viole a lei por todo o lado - Neste blog todos podem fumar.

Estas coisas do associativismo ou Menezismos polissémicos

Isto o que interessa nas associações académicas é terem lucro, grandes plasmas e instalações 5 estrelas, agora o que é que interessa que um regente decida chumbar uma turma inteira? Fechar a faculdade, a AAFDL boicotar os exames desse regente e denunciar na imprensa? Nem pensar - a malta lá no escritório não ia gostar de me ver assim na TV. Nós cá é como o Menezes, em seis meses privatizamos tudo, pelo menos é o que parece. Adoro ver Drs. a defenderem os estudantes.

Tomorrow never die

Niguém sabe o amanhã, mas para já estou de volta, com a promessa de tentar escrever com alguma regularidade - seja o que Deus quiser. Por agora aproveitei para fazer deste espaço uma coisa mais sóbria, sem funcionalidades inúteis e promenores estúpidos. Que acham do novo look?