"O verdadeiro símbolo do pensamento religioso é o sinal de sentido proibido. Porquê? Porque o que realmente caracteriza um pensamento genuinamente religioso é a paragem no desenvolvimento normal do raciocínio, o estacar perante uma conclusão incómoda, ou até o voltar para trás com medo daquilo que está à frente."Ricardo Alves in esquerda-republicana.blogspot.com
Sempre me questionei bastante sobre a temática religiosa. Durante vários anos questionei inúmeros religiosos sobre o facto de acreditarem numa coisa que não conhecem, da qual não têm provas. A resposta era sempre a mesma: através da fé. Isto não me chegava, fiquei ateu.
Tempos mais tarde achei esta teoria redutora, pois a fé pode até não ser sensível, mas para muitas pessoas acredito que possa ter contornos inteligíveis. Comecei então a achar que é tão estúpido uma pessoa afirmar que Deus existe, como o negar convictamente. Assim nasci para o mais profundo dos agnosticismos.
Mas se me perguntam sobre qual deve ser o papel da religião na sociedade civíl e principalmente no estado, aí a resposta é diferente: não deve ser nenhum. A fé e o culto devem ser respeitados, desde que não violem as regras indispensáveis ao cumprimento do direito e à manuntenção da ordem pública, muito na linha daquilo que teorizou John Locke. Tirando isto não deve haver mais nenhuma regalia e as "igrejas" devem ser tratadas como mais umas quaisquer associações culturais/recreativas.