quarta-feira, 11 de abril de 2007

O dirigente nacional da Nova Democracia Jorge Ferreira, respondeu no seu blog a um comentário que eu havia feito sobre a sua crítica aos 10 dias administrativos previstos para o encerramento da UnI. Nesse mesmo post, o aveirense reafirmou a necessidade de haver um efectivo encerramento desta instituição, embora deva ser cumprido o prazo previsto no CPA.
Sinceramente acho que não existem soluções milagrosas para a UnI, principalmente porque quando falamos da mesma, falamos também em cerca de 2500 alunos, a maioria trabalhadores-estudantes, que têm aulas todos os dias das 18:00h até às 23:00h.
Acho que em primeiro lugar devemos estar preocupados com o futuro dos mesmos. Por isso o governo deve a muito breve prazo, avaliar se existem condições pedagógicas para garantir o funcionamento da UnI. Se não existirem, esta instituição tem que ser encerrada e têm que ser encontradas soluções para estes alunos, nem que para isso seja necessário abrir vagas para os mesmos nas instituições públicas de ensino superior.

3 comentários:

ATG disse...

A solução que indicas é um atentado à educação e ao ensino superior em Portugal, bem como um ultraje a todos aqueles que por esforço e mérito conseguiram entrar no ensino público.

Ora, um aluno que não consegue entrar no ensino público, e vai para o privado não pode ter, sequer, como último recurso o público. Se no início não tinha condições para entrar no ensino público, não faz sentido que seja agora que entre para lá. Falte 1 cadeira ou falte o curso todo!

A solução passa SOMENTE pelo ensino privado. Existem muitas universidades privadas por aí. A solução para isso indicarei no Bar Velho brevemente.

Um abraço

Nuno M. Almeida disse...

ó João, ainda dá conversa ao Ferreira?
Não lhe dê troco.

João Gomes disse...

Alexandre,

O governo português deixou que a UnI ministra-se licenciaturas e os alunos que lá se inscreveram tinham a garantia que o Ministério da Ciência e do Ensino Superior fiscalizava o funcionamento da mesma. Existiu pois nigligência por parte do governo, que deveria ter evitado o ponto de "degradação pedagógica" a que a a UnI chegou.
Como tal, o estado não pode fugir às suas responsabilidades e tem que garantir que os alunos vão se conseguir todos transferir. Nem que para isso se opte pelo ensino público.